A DUIMP, Declaração Única de Importação, foi criada para simplificar o processo de importação, integrar informações e reduzir etapas redundantes. Durante anos, muitas empresas acompanharam essa mudança como algo que aconteceria no futuro.
Em 2026, o cenário é outro.
A Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior avançam no desligamento gradual da Declaração de Importação (DI). O cronograma oficial do Siscomex já contempla diferentes etapas de migração e continua recebendo atualizações. Em julho de 2026, o próprio Siscomex reforçou que a DI está em fase de desligamento.
Para o importador recorrente, isso muda a natureza da decisão. A questão não é mais saber quando a DUIMP chegará, mas identificar quando cada operação da empresa precisa migrar e o que deve estar pronto antes disso.
DUIMP: o que muda na importação em 2026?
A DUIMP reúne informações aduaneiras, fiscais, comerciais e administrativas dentro do Novo Processo de Importação. Na prática, ela substitui gradualmente uma lógica fragmentada por um fluxo mais integrado.
Essa transição não acontece de uma só vez. Modal, tratamento administrativo, regime tributário e características da operação interferem na obrigatoriedade.
Por isso, desde março de 2026, o governo disponibiliza um simulador oficial de obrigatoriedade da DUIMP. A ferramenta permite verificar quando uma operação deixa de aceitar DI e passa a exigir LPCO e DUIMP.
Para a empresa, esse acompanhamento precisa entrar no planejamento do embarque. Descobrir a obrigatoriedade quando a carga já está em trânsito pode significar retrabalho, atraso e custos que poderiam ter sido evitados.
Catálogo de Produtos e LPCO ganham peso
A mudança também começa antes do registro da declaração.
O Catálogo de Produtos concentra informações das mercadorias e dos operadores estrangeiros. Já o LPCO reúne licenças, permissões e outros controles administrativos.
Isso reduz a repetição de dados, mas aumenta a importância da qualidade da informação.
Uma descrição inconsistente, um atributo incorreto ou uma classificação fiscal mal revisada pode afetar não apenas um processo, mas operações recorrentes. Em maio de 2026, por exemplo, o Siscomex tornou obrigatório um novo atributo para determinadas DUIMPs sujeitas à Anvisa e alertou que o preenchimento inadequado poderia levar declarações para canais de conferência.
Para o decisor, a mensagem é simples: cadastro deixou de ser tarefa administrativa e passou a influenciar prazo, risco e previsibilidade.
Por isso, revisar NCM, descrição, atributos, fabricante e tratamento administrativo deve fazer parte do planejamento da importação e da análise dos custos envolvidos na operação.
Mais antecipação, mas também mais responsabilidade
A DUIMP também abre espaço para antecipar etapas do despacho.
Desde março de 2026, importações marítimas registradas por DUIMP podem, em determinadas condições, avançar na conferência e até no desembaraço antes da atracação, inclusive para importadores não certificados como OEA. Em maio, a possibilidade de revelação de canal sobre águas também chegou às unidades aduaneiras de São Paulo.
O impacto empresarial pode ser relevante: menor tempo de carga parada, melhor planejamento de estoque e mais previsibilidade para produção e vendas.
Mas velocidade depende de preparação.
Se a empresa importa mensalmente os mesmos componentes, uma base de dados estruturada tende a favorecer eficiência. Se classificação, atributos ou documentos estiverem inconsistentes, a recorrência pode multiplicar o problema.
A DUIMP, portanto, não elimina a necessidade de controle. Ela aumenta o valor de uma operação bem organizada.
Como preparar a empresa para a DUIMP
O primeiro passo não é mudar tudo de uma vez. É mapear a operação real.
A empresa precisa identificar quais produtos e NCMs importa com frequência, quais dependem de anuência, como está o Catálogo de Produtos, quais regimes utiliza e quando cada fluxo deverá abandonar a DI.
O cronograma merece acompanhamento contínuo. Em 2026, algumas datas de desligamento já foram ajustadas para preservar estabilidade e previsibilidade durante a transição.
Isso também exige integração interna. Compras precisa fornecer dados corretos. Fiscal deve avaliar impactos tributários. Logística precisa acompanhar o novo fluxo. Tecnologia pode precisar adaptar integrações. E o financeiro deve entender como essas mudanças afetam prazo e caixa.
Para importadores recorrentes, essa é a principal mudança trazida pela DUIMP: ela não deve ser tratada como um novo formulário, mas como uma mudança na forma de planejar e controlar a importação.
Perguntas frequentes sobre DUIMP em 2026
A DUIMP já é obrigatória em 2026?
Para diversas operações, sim. A migração ocorre de forma gradual conforme o cronograma oficial. O importador pode consultar sua situação no simulador do Siscomex.
A DUIMP já substituiu completamente a DI?
Não. A DI continua disponível em situações previstas pelo cronograma, mas está em processo de desligamento gradual.
O que muda para quem importa com frequência?
A qualidade dos cadastros, a antecipação das informações e o acompanhamento da obrigatoriedade ganham peso. Erros recorrentes podem gerar retrabalho, atrasos e impacto no custo da operação.
Quem pode registrar a DUIMP?
O registro pode fazer parte da rotina do próprio importador ou ser conduzido por seu representante habilitado. A responsabilidade empresarial, porém, vai além do registro: começa na qualidade dos dados e no planejamento da operação.
Como resolvemos a sua importação
Atuamos de ponta a ponta na importação industrial. Conheça as soluções:
- Despacho aduaneiro e licenciamento
- Planejamento fiscal e tributário
- Trade finance e câmbio
- Logística internacional
- Assessoria jurídica em comércio exterior
- Inteligência de mercado
Segmentos que atendemos:AçoMáquinas e equipamentosPolímeros e resinasAutopeças
Solicitar diagnóstico →


