Importação por Conta e Ordem ou por Encomenda: qual escolher?

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Antes de iniciar uma importação, existe uma decisão que influencia custos, responsabilidades e eficiência tributária: como estruturar a operação e qual papel a trading terá nesse processo?

É nesse contexto que entram a Importação por Conta e Ordem e a Importação por Encomenda. Embora ambas contem com uma importadora especializada, cada modelo estabelece relações diferentes entre aquisição, fluxo financeiro e responsabilidades.

Para quem importa com frequência, a escolha deve responder a uma questão de negócio: qual estrutura oferece mais eficiência e pode ser sustentada com segurança nas próximas operações?

Defina a modalidade antes de iniciar a operação

Conforme a Receita Federal, na Importação por Conta e Ordem a importadora presta um serviço ao adquirente, que efetivamente promove a aquisição internacional. Já na Importação por Encomenda, a importadora adquire a mercadoria no exterior para posterior revenda ao encomendante predeterminado.

Consulte as definições da Receita Federal sobre as modalidades de importação.

Essa diferença orienta contratos, documentação, responsabilidades e tratamento fiscal. Por isso, definir a modalidade quando a negociação já está avançada pode limitar alternativas.

Além de entender como cada modelo funciona, o decisor precisa avaliar o que cada estrutura possibilita em termos de controle, tributação e custo total.

Conta e Ordem: controle com execução especializada

Na Importação por Conta e Ordem, o adquirente permanece no centro da compra internacional, enquanto a trading conduz os procedimentos contratados.

Esse desenho pode fazer sentido para empresas que já negociam com fornecedores internacionais e desejam preservar sua estratégia de compras, mas contam com uma estrutura especializada para executar a importação.

Além disso, a análise da modalidade pode incluir oportunidades de eficiência tributária. Em Santa Catarina, por exemplo, a AIN Global pode estruturar operações com o Tratamento Tributário Diferenciado (TTD), conforme o produto e o enquadramento aplicável.

Quando a operação atende aos requisitos do regime, o TTD pode contribuir para uma gestão mais eficiente do ICMS e aumentar sua competitividade. Por isso, a empresa deve analisar o benefício dentro da estrutura completa da importação.

Encomenda: outra estrutura para a compra internacional

Na Importação por Encomenda, a relação muda. Conforme a Receita Federal, a importadora realiza a aquisição internacional para posteriormente revender a mercadoria ao encomendante predeterminado.

Embora existam regras específicas sobre os recursos envolvidos na aquisição, a empresa não deve interpretar a Encomenda simplesmente como uma forma de financiamento. Para o decisor, o mais importante é entender como essa estrutura altera a relação comercial, a composição dos custos e o tratamento tributário.

Nesse cenário, a análise também pode considerar oportunidades de eficiência tributária. Entre elas está o Prodero, incentivo do Estado de Rondônia que pode integrar determinadas estruturas de importação, inclusive para empresas de outros estados, conforme o enquadramento aplicável.

Assim como no TTD, o benefício não é automático. As características da operação determinam sua viabilidade e, por isso, a análise deve considerar o impacto no custo total.

E a importação por conta própria?

A empresa também pode importar diretamente, assumindo internamente a aquisição e a condução da operação.

Essa alternativa pode fazer sentido quando a organização possui estrutura para administrar as demandas aduaneiras, fiscais e logísticas. Há ainda modelos de compra e venda internacional estruturados conforme estratégias específicas.

O critério, portanto, é identificar qual desenho está mais alinhado aos objetivos do negócio.

Benefício fiscal precisa fazer parte da estratégia

Eficiência tributária é um critério relevante para quem importa de forma recorrente. Dependendo do enquadramento, uma diferença no tratamento do ICMS pode impactar diretamente a formação do custo e a competitividade do produto.

Por outro lado, uma alíquota isolada não conta toda a história.

A comparação deve reunir modalidade, benefício fiscal, custo total, fluxo financeiro, responsabilidades e compliance. TTD e Prodero demonstram essa lógica: podem representar oportunidades relevantes, mas o resultado depende da aderência da operação às regras de cada regime.

Assim, a pergunta deixa de ser apenas “qual modalidade custa menos?” e passa a ser: qual estrutura entrega maior eficiência com segurança e previsibilidade?

A escolha precisa funcionar nas próximas importações

Não existe uma modalidade superior em todos os cenários.

Conta e Ordem pode ser coerente para empresas que desejam permanecer no centro da aquisição. Por outro lado, a Encomenda estabelece outra relação comercial e pode atender estratégias específicas de operação e tributação.

Para quem importa continuamente, essa análise precisa considerar também o efeito acumulado. Uma diferença de custo aparentemente pequena pode se tornar relevante quando multiplicada pelo volume anual.

Por isso, uma trading especializada agrega valor antes mesmo do desembaraço, ao comparar modalidade, tributação e características do negócio para construir uma estrutura que funcione não apenas para a próxima carga, mas para a continuidade da operação.

Perguntas frequentes sobre Importação por Conta e Ordem e por Encomenda

Qual é a principal diferença entre Conta e Ordem e Encomenda?

Na Conta e Ordem, o adquirente efetivamente promove a aquisição internacional e a importadora presta os serviços contratados. Na Encomenda, a importadora realiza a aquisição para posterior revenda ao encomendante predeterminado.

Benefícios fiscais podem influenciar essa escolha?

Sim. Dependendo do produto, estado e enquadramento, benefícios fiscais podem alterar o custo da importação. Por isso, devem ser avaliados em conjunto com a modalidade.

TTD e Prodero reduzem automaticamente o custo?

Não. Ambos possuem requisitos próprios. O impacto depende do enquadramento e da estrutura completa da operação.

Ter fornecedor próprio significa que devo utilizar Conta e Ordem?

Não necessariamente. Também devem ser considerados fluxo financeiro, responsabilidades, tributação e estrutura operacional.

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