Viabilidade de Importação: como calcular?

Se você tem dúvidas sobre como calcular a viabilidade de importação, leia este texto para aprofundar o seu conhecimento a respeito do tema.

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São diversos os fatores que podem afetar um processo de importação, seja pela questão direta na formação do preço (câmbio da moeda estrangeira) ou pelo consumo (disposição das pessoas realizarem a compra), e isso irá definir a viabilidade do processo.

O que é um estudo de viabilidade de importação?

A análise de viabilidade é “um processo que envolve uma série de estudos sobre o mercado, com o objetivo de avaliar se o investimento em uma determinada atividade é viável ou não”.

Realizar o uso dessa metodologia para verificar e calcular a viabilidade da importação de um produto e/ou bem é fundamental para o sucesso da operação. Isso porque analisa-se desde a escolha do fornecedor, passando por aspectos mercadológicos e operacionais e finalizando com a confirmação de questões legais e aduaneiras.

Dessa maneira, o importador consegue verificar com dados aspectos que envolvem riscos inerentes à operação, melhorando assim o seu processo decisório.

Por que o modal de transporte pode impactar?

O custo do transporte é um dos principais componentes do custo logístico. Em outras palavras, a escolha do modal irá influenciar diretamente a formação do preço do produto, e isso pode não apenas inviabilizar a importação, como também fazer com o que o produto apresente um preço de venda além do que os consumidores estariam dispostos a pagar.

Vale destacar que no Brasil hoje é possível realizar a importação através de três modais:

  1. Rodoviário;
  2. Marítimo;
  3. Aéreo.

Cada um deles tem as suas vantagens e desvantagens que basicamente estão relacionadas a custo do transporte, risco e tempo de trânsito. Nesse sentido, importante dizer: trata-se de fatores que são em geral inversamente proporcionais.

A sugestão é utilizar a matriz SWOT que irá basear a análise em forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, de forma que seja possível convergir e quantificar os resultados obtidos.

Entenda como o tipo de importação impacta na análise de viabilidade

As importações podem ser realizadas pela empresa utilizando ou não um intermediário e são classificadas como diretas ou indiretas. Para a sua melhor compreensão, acompanhe a explicação a seguir.

Importação direta

Nessa modalidade a empresa interessada na importação é responsável por todas as etapas da negociação, desde o contato com fornecedor até o seu fechamento. Além do conhecimento técnico do produto a ser adquirido, a importação direta requer um bom nível de conhecimento do segmento como um todo, pois a responsabilidade na seleção de fornecedores é muito séria.

Ressaltamos ainda que as atividades operacionais relacionadas ao pagamento internacional, tais como negociação de prazo e fechamento de câmbio, também serão executadas pelo importador.

Por fim, esclarecemos que uma importação afeta muitas áreas da empresa e, portanto, impacta em decisões importantes relacionadas ao planejamento e controle de produção, antes mesmo de pensar em como calcular a viabilidade da operação.

Importação indireta

A importação indireta conta com o intermédio de uma empresa especialista em comércio exterior, geralmente Trading Companies. Isso significa dizer que a empresa que está em busca de produtos importados não precisa entender de importação.

Nessa modalidade ocorre uma espécie de terceirização, pois as atividades-chave da operação de importação poderão ser conduzidas pela Trading.

A importação indireta é o método mais prático para empresas com pouca ou nenhuma experiência em adquirir mercadorias no exterior. Sob a ótica de eficiência operacional, a contratação de uma Trading também pode ser uma escolha estratégica de empresários que não desejam se dedicar à formação de uma equipe técnica em comércio exterior, pelo contrário: visam focar na sua atividade fim.

Em resumo, se a importação não é frequente e está relacionada a uma demanda pontual, a importação indireta é mais interessante do que a direta.

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Vale esclarecer que mesmo utilizando os serviços de uma Trading Company, a empresa que deseja importar precisa estar habilitada para tanto, ou seja, estar cadastrada no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros).

Se você se interessou por esta parte, ou tem alguma dúvida em relação à inscrição no RADAR Siscomex, clique aqui e leia o artigo que já publicamos sobre o tema.

Diante dos conceitos escritos acima, podemos afirmar que a escolha da modalidade deverá estar pautada aos objetivos da empresa.

O que preciso saber para calcular a viabilidade da minha importação?

Toda a base de tributação de um produto está atrelada à sua NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Sendo assim, a primeira definição a ser feita é: o que será importado? Posteriormente, com base na descrição do produto, deve-se verificar qual a NCM que melhor o caracteriza.

A partir dessa definição será possível partir para as próximas fases que envolvem:

  • a escolha de fornecedores;
  • tomada de preços;
  • comparação de cotações;
  • análise para obtenção de possíveis benefícios fiscais por meio da aplicação de algum Regime Aduaneiro Especial ou até mesmo realizando a importação por algum estado que possua benefício fiscal.

Assim, o cálculo da viabilidade chega o mais próximo possível da realidade e de maneira objetiva com dados estatísticos.

Saiba qual é a classificação fiscal

A classificação fiscal se resume à adequação dos itens da importação aos códigos HS Code (Sistema Harmonizado) ou NCM, que é o código utilizado no Mercosul.

Para compreender melhor: a classificação fiscal dos produtos surgiu em 1983 com o objetivo de padronizar as atividades de compra e venda internacional. A ideia principal foi primar pela convergência dos procedimentos aduaneiros e comerciais para que, tanto o país exportador como o importador, tivessem condições de identificar a mercadoria de maneira padronizada.

É por meio da classificação fiscal que a tributação acontece. O que significa dizer, portanto, que essa etapa impacta no controle dos processos produtivos e nas ações de pesquisa de mercado, visto que é por meio dela que são feitas consultas de consumo e identificação de concorrentes.

Mapeie todos os custos da importação

Os custos da importação afetam diretamente o planejamento financeiro da empresa. Afinal, há montantes que precisam ser desembolsados em diferentes etapas do processo, com isso o fluxo de caixa também é afetado diretamente.

Por isso, pode-se dizer que realizar o mapeamento dos custos é uma ação sobretudo estratégica. A partir disso pode-se identificar os gastos da empresa, a sua origem e destinação, os impactos e, por fim, analisar o ROI (Retorno sobre Investimento).

Esse é um ponto muito importante para calcular a viabilidade da importação. Pois, quando mal executado coloca a empresa em dificuldade e quando superdimensionado inviabiliza o processo. Por isso é preciso sempre buscar informações em fontes confiáveis: em caso de dúvidas, contate uma empresa especialista no assunto.

Pesquise se vai precisar de Licença de Importação

A Licença de Importação (LI) “é um documento por meio do qual o Governo autoriza a importação realizada por uma empresa ou pessoa física, mediante verificação do cumprimento de normas legais e administrativas”.

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A necessidade da LI poderá ser conferida através do Simulador do Tratamento Tributário e Administrativo das Importações da Receita Federal do Brasil (RFB) no seguinte link, utilizando a NCM.

Entenda sobre as barreiras tarifárias e não tarifárias da importação

A intenção de qualquer país é salvaguardar sua indústria e economia nacional impedindo a concorrência desleal. Para tanto são criadas regras, regulamentos e até mesmo Leis.

Dessa maneira, diversas restrições são impostas e elas são mais comumente conhecidas como:

  • Barreiras tarifárias: todas aquelas tarifas que impõem uma cobrança adicional não relacionada ao pagamento dos tributos incidentes na importação;
  • Barreiras não tarifárias: limitações impostas que vão desde a limitação da quantidade importada, passando pela necessidade de regulamentação técnica (INMETRO) ou sanitária (ANVISA), por exemplo, ou, ainda, de defesa da propriedade intelectual.

Esse tópico requer atenção especial. Trata-se de algo que pode gerar mais complexidade e custos, trazendo maior morosidade e burocracia, bem como resultar na inviabilidade da importação.

Confira e peça auxílio da AIN Global com o estudo de viabilidade da sua importação

Calcular a viabilidade da importação é uma tarefa complexa que necessita de conhecimento profundo, já que resulta em assertividade e, sobretudo, economia com os custos da operação como um todo.

Para realizar um estudo de viabilidade da sua importação é essencial contar um parceiro que coopere com a sua empresa para navegar nesse mar de forma sincera e objetiva.

Assim, é nesse momento que a AIN Global pode lhe dar tranquilidade. Possuímos toda uma base histórica, conhecimento e experiência de mercado, além de profissionais qualificados para uma análise imparcial da sua operação.

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